Pedido de impeachment de Bruno Reis ganha força e ultrapassa 250 mil assinaturas após polêmica com ônibus no dia da eleição

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), enfrenta uma crescente pressão política após os problemas registrados no transporte público da capital baiana durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Um abaixo-assinado virtual pedindo seu impeachment ultrapassou a marca de 250 mil assinaturas nesta segunda-feira (26), em aproximadamente 24 horas, segundo levantamento divulgado pelo Bahia Notícias.
A mobilização foi impulsionada por denúncias de que centenas de ônibus permaneceram nas garagens durante o período de votação, dificultando o deslocamento de eleitores até as urnas. Conforme informações divulgadas pelo Procon-BA, uma fiscalização identificou 544 veículos parados em cinco garagens da cidade. O episódio provocou forte repercussão e levou a Justiça Eleitoral a determinar medidas emergenciais para garantir a circulação da frota. 
O movimento pelo afastamento do prefeito ganhou apoio do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) e do vereador Hamilton Assis (PSOL). Nesta segunda-feira, Hamilton protocolou formalmente na Câmara Municipal de Salvador um pedido de impeachment contra Bruno Reis. A iniciativa solicita a investigação de possíveis infrações político-administrativas relacionadas à oferta de transporte público durante a eleição. 
A crise também atingiu o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. Durante a votação, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou sua prisão em flagrante e exigiu o restabelecimento da circulação dos ônibus, estabelecendo multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento. A ordem de prisão foi posteriormente revogada, mas o caso foi encaminhado para apuração de possíveis crimes eleitorais. 
Em sua defesa, Bruno Reis afirmou que os atrasos foram provocados pela necessidade de retirar adesivos de propaganda eleitoral colocados nos coletivos. Segundo o prefeito, a presença desse material impediu a saída imediata de parte dos veículos. A administração municipal sustenta que o serviço foi normalizado ainda durante a manhã de domingo. 
Apesar da expressiva adesão popular, o abaixo-assinado não representa automaticamente a abertura de um processo de impeachment. O pedido protocolado deverá passar pela análise das instâncias competentes da Câmara Municipal, respeitando os procedimentos legais e o direito de defesa. Enquanto isso, a controvérsia amplia a pressão sobre a administração de Bruno Reis e mantém o episódio do transporte público no centro do debate político baiano.









