:: 19/out/2026 . 18:03
Brasil inteiro nas ruas: multidões ocupam cidades em todo o país pela reeleição de Lula

Neste domingo,18, a uma semana do segundo turno, milhares de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocuparam as ruas de todas as regiões do país. A mobilização, chamada de “Bora Virar”, teve mais de 1500 atos em dezenas de cidades brasileiras no final de semana, com caminhadas e shows.
Em Brasília, uma multidão ocupou a Esplanada dos Ministérios pela manhã e seguiram em caminhada até o Congresso Nacional. A caminhada também foi de apoio ao candidato petista ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass. A concentração começou às 9h e a Esplanada estava ocupada até pelo menos as 15h.

No Rio de Janeiro, os apoiadores se reuniram na Candelária, no Centro, pela manhã. À tarde, o Ato Musical pela Democracia em Copacabana ocupou toda a orla e contou com a presença de artistas como Caetano Veloso, Djavan, Simone, Marina Sena, Frejat, entre outros.
Em Salvador nomes como Gilberto Gil, Daniela Mercury e outros artistas participaram de uma caminhada pela orla no início da tarde, com o ato fazendo o circuido Barra-Ondina.
Também houve atos em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Recife (PE), Goiânia (GO), Belém (PA), Natal (RN) e Vitória (ES). Em São Paulo, houve atos em diversas regiões, com focos nas periferias da cidade.
TSE dá 24 horas para Meta comprovar medidas para garantir igualdade entre campanhas de Lula e Flávio

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu prazo de 24 horas para que a Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, comprove que não está prejudicando o alcance de conteúdos políticos nem favorecendo as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) por meio de suas plataformas e ferramentas de inteligência artificial.
A decisão foi tomada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze na noite de domingo, após as duas candidaturas apresentarem reclamações à Corte Eleitoral. Na semana passada, o TSE já havia determinado, por unanimidade, que a empresa garantisse tratamento igualitário aos candidatos.
Pelas regras estabelecidas, a Meta não pode reduzir injustificadamente a distribuição de publicações políticas, excluir conteúdos dos sistemas de recomendação ou restringir sua visibilidade nas buscas. As medidas de moderação continuam permitidas quando baseadas em políticas previamente estabelecidas, aplicadas igualmente às candidaturas, na legislação eleitoral ou em ordens judiciais.
Outro ponto questionado envolve a Meta AI. A campanha de Lula apresentou testes realizados em 13 de outubro que, segundo a representação, indicaram que a ferramenta recusou pedidos de imagens relacionadas ao presidente, mas permitiu a criação de peças favoráveis a Flávio Bolsonaro.
A Meta afirmou que seus sistemas estão temporariamente impedidos de gerar imagens de candidatos em cumprimento às regras eleitorais e atribuiu a diferença identificada a uma falha pontual, já corrigida.
Bellizze reconheceu a existência de uma falha no mecanismo de controle da inteligência artificial, mas destacou que não há elementos para concluir que o problema tenha sido intencional ou ocorrido de forma sistemática.
O ministro determinou que a Meta AI aplique critérios idênticos às duas candidaturas, tanto para atender quanto para recusar solicitações de conteúdo político. A empresa também deverá informar os critérios utilizados e as providências adotadas para corrigir as falhas identificadas.
PT denuncia nova restrição da Meta contra perfil oficial da campanha de Lula após debate

A Meta segue prejudicando a campanha do presidente Lula. Não bastaram as denúncias que a coordenação da campanha de Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) fizeram sobre os diversos problemas nas plataformas, no domingo, 18, após o debate entre os candidatos na Band, uma das contas oficiais da campanha do presidente Lula (@brasilcomlula) foi impedida de solicitar convites de colaboradores para publicações conjuntas (collabs) no Instagram, recurso importante para ampliar o alcance dos conteúdos nas redes sociais.
O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, publicou um vídeo denunciando mais um problema recorrente da Meta, divulgando que a restrição teve início por volta das 22h50, justamente no momento que os conteúdos do debate do presidente Lula ganhavam repercussão nas redes sociais.
Sem a função de colaboração, a página ficou impossibilitada de realizar novos pedidos de publicações conjuntas com outros perfis, prejudicando a disseminação dos vídeos e das mensagens da campanha. “A gente volta a fazer a denúncia de um problema técnico que prejudica as nossas páginas e a campanha do presidente Lula”, afirmou.
Em vídeo publicado ainda na noite de domingo, Éden Valadares denunciou a “falha” e cobrou explicações da empresa.
“É inacreditável, mas depois do debate da Band, desde as 22h50min, logo depois do debate da Band, a nossa conta da campanha Brasil com Lula, a conta oficial da campanha do presidente Lula, foi inabilitada pela Meta para fazer collab, o que restringe muito o alcance da nossa página. Nós já acionamos a Meta, já vai fazer uma hora que a gente está cobrando e, mais uma vez, a gente volta a fazer a denúncia de um problema técnico que prejudica as nossas páginas e a campanha do presidente Lula. São 23h46min, nós estamos cobrando a empresa, mas, infelizmente, mais uma vez, a campanha do presidente Lula é prejudicada pela em presa, pela Meta”, relatou Éden.
Ministra expõe herança fiscal de Bolsonaro: ‘Não paga o que deve, esconde despesas e diz que sobrou dinheiro’

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck (PT), fez um vídeo e o publicou nas redes sociais para rebater a falácia bolsonarista de que o Brasil estaria em vias de quebrar. Dweck explica como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva herdou um país dilapidado pela incompetência de seu antecessor, Jair Bolsonaro, mas conseguiu recuperar as contas públicas e a grande maioria das políticas sociais que foram abolidas ou negligenciadas pelo extremista de direita.
“Em 2023, o governo do presidente Lula recebeu um orçamento onde as receitas não pagavam todas as despesas e várias despesas nem estavam no orçamento. O Bolsa Família de R$ 600 não estava lá. O Farmácia Popular tinha perdido 60% dos seus recursos. E a merenda escolar continuava congelada desde 2017, mesmo com os preços de alimentos subindo muito no governo Bolsonaro, prejudicando mais de 40 milhões de alunas e alunos”, aponta a ministra.

Dweck prossegue no vídeo mostrando que Bolsonaro não teve responsabilidade com as contas públicas. “O governo anterior aprovou a chamada PEC [Proposta de Emenda à Constituição] do calote de precatórios, deixando de pagar dívidas que o governo perdeu na Justiça. O calote dos precatórios chegou a quase R$ 142 bilhões. Desse jeito, era fácil mostrar uma conta bonita. Não paga o que deve, esconde despesas e diz que sobrou dinheiro. Isso não é responsabilidade, é maquiagem fiscal”, observa.
Em seguida, a ministra lembra que Lula pagou R$ 93 bilhões em dívidas atrasadas de uma única vez e garantiu os recursos para os programas sociais. “E mesmo fazendo tudo isso, estamos entregando as contas públicas com superávit. Em resumo: o governo Bolsonaro deixou um buraco de mais de R$ 170 bilhões para o Lula fechar. Já o presidente Lula está deixando um saldo positivo de quase R$ 20 bilhões para 2027.”
SSP e forças de segurança alinham operação para o 2º turno das Eleições 2026

A Secretaria da Segurança Pública, as Polícias Militar, Civil e Técnica, além da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia alinharam na tarde desta segunda-feira (19), ações conjuntas para o 2° turno das Eleições 2026.
A reunião foi realizada no Centro de Operações e Inteligência (COI) da SSP, localizado no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.
O aprimoramento da escolta de urnas, o reforço do patrulhamento em alguns locais de votação e as ações de inteligência para combater crimes eleitorais foram temas centrais do encontro entre as Forças Estaduais e Federais.
“Os policiais, peritos e bombeiros da Bahia trabalharão, no próximo domingo, com a mesma seriedade empregada no 1° turno das Eleições. Nosso objetivo é novamente garantir o livre exercício da cidadania”, declarou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.
Lula desafia Flávio Bolsonaro a abrir a conta bancária e o sigilo telefônico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou Flávio Bolsonaro a abrir suas contas bancárias e sigilo telefônico “para que o povo saiba quem é quem”. “Eu abro da minha família inteira e você da sua. Entregamos tudo aos presidentes da Suprema Corte e do TSE, o seu documento e o meu, para que avaliem antes das eleições”, propôs Lula durante o debate da Rede Bandeirantes neste domingo, 18.
Lula fez a proposta depois de perguntar sucessivas vezes a Flávio, sem resposta, sobre seus laços com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso, e a quem o candidato da extrema direita pediu R$ 134 milhões, em áudio que se tornou público. “O povo precisa saber quem é corrupto, quem é ladrão, senão o povo vai ser enganado outra vez”, disse Lula. “Tenha coragem. Ao invés de ficar falando que é honesto, prove que é honesto”, desafiou o presidente.
Durante todas as vezes em que Lula pediu ao filho de Jair Bolsonaro que explicasse o uso do dinheiro que pediu a Vorcaro, o senador bolsonarista não respondeu.
“E o tarifaço?”
Lula também cobrou que Flávio respondesse sobre a pressão feita por ele e seu irmão Eduardo Bolsonaro para que o governo dos Estados Unidos aplicasse tarifas de 50% em produtos brasileiros exportados, o chamado tarifaço de Donald Trump.
A medida, articulada pelos bolsonaristas, atingiu empresas brasileiras, mas o Governo Lula diversificou as exportações a novos mercados para não prejudicar a economia do país.
“Mal sabiam eles que o Brasil só cresceu depois disso”, afirmou o presidente. Lula emendou, ainda, um questionamento a Flávio Bolsonaro sobre a exploração das terras raras e minerais críticos, usados para fabricação de baterias e celulares. O Brasil tem a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo. A primeira é da China. Flávio Bolsonaro já sinalizou, em discurso feito nos EUA, durante um encontro conservador, que o Brasil é tem a solução para o governo estadunidense, deixando clara a sua intenção de manter uma relação subserviente com Trump.
“Vocês têm pretensão de entregar isso para os Estados Unidos?”, perguntou Lula. Novamente, Flávio Bolsonaro se esquivou e não respondeu.
Salto de qualidade ou retrocesso
Lula afirmou que o povo brasileiro está “diante de um momento histórico extraordinário”, tendo que escolher entre “fazer o país continuar andando para a frente, gerando oportunidades, gerando condições para este país dar um salto de qualidade”, ou “votar no retrocesso e no atraso”.
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