As primeiras informações sobre a votação do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, realizado neste domingo (25), na Nova Zelândia e na Austrália, apontam para uma redução da abstenção e um crescimento da votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).

Os dois países, localizados na Oceania, estão entre os primeiros a concluir a votação devido à diferença de fuso horário em relação ao Brasil. Os resultados dessas localidades despertam atenção por oferecerem os primeiros indicativos do comportamento dos eleitores brasileiros residentes no exterior.

Na Nova Zelândia, Lula conquistou 418 votos, o equivalente a 80,54% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 101 votos, ou 19,46%. No primeiro turno, o petista havia obtido 234 votos. O comparecimento também cresceu significativamente, passando de 339 para 526 eleitores, um aumento de aproximadamente 55%.

Na Austrália, Lula também ampliou sua votação, alcançando 5.290 votos, contra 2.934 de Flávio Bolsonaro. O presidente havia recebido 4.562 votos no primeiro turno, enquanto seu adversário somou 2.579. Os números reforçam o crescimento da participação eleitoral e a ampliação da vantagem do petista nesses dois países.

Apesar da redução da abstenção nessas localidades, ainda não é possível afirmar que a tendência se repetirá em todo o exterior. Os resultados nacionais do segundo turno dependem da totalização dos votos em todo o Brasil e no exterior, cuja divulgação oficial pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está prevista para começar após as 17h, no horário de Brasília.