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GOVERNO PREVÊ PRORROGAR AUXILIO EMERGENCIAL POR DOIS MESES ANTES DE NOVO BOLSA FAMILIA

A ajuda voltada aos mais vulneráveis durante a pandemia continua com o mesmo valore de R$ 150 a R$ 375.
O governo deve prorrogar o auxílio emergencial por mais dois meses. Assim, a ajuda voltada aos mais vulneráveis durante a pandemia de covid-19 será estendida até setembro, nos mesmos valores de R$ 150 a R$ 375 e com igual alcance em termos de público. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo e Folha de S.Paulo. A prorrogação deve ocorrer por medida provisória.
Para financiar a prorrogação, a equipe econômica deve abrir um crédito extraordinário de aproximadamente R$ 12 bilhões.
O valor vai reforçar os cerca de R$ 7 bilhões que ainda estão disponíveis dentro dos R$ 44 bilhões do teto de gastos já destinados ao programa e que não foram usados porque o número de famílias na nova rodada ficou abaixo do inicialmente projetado.
O substituto do Bolsa Família deve ser implementado até dezembro de 2021, ou acabará engavetado, pois a lei veda a adoção desse tipo de medida em ano de eleições.
BRASIL É 2.º PAÍS COM MAIS MORTES DE CRIANÇAS POR COVID-19, MOSTRA LEVANTAMENTO

O Brasil é o segundo país em número de mortes de crianças zero a nove anos em decorrência da Covid-19. Levantamento do Estadão junto ao Sistema de Informação de Vigilância da Gripe (Sivep-Gripe) mostra que o país registrou, até meados de maio, 948 crianças dessa faixa etária mortas pela infecção. O Brasil fica atrás apenas do Peru, ao comparar 11 países.
O levantamento considerou países que registraram pelo menos mil mortes por milhão de habitantes e que possuem mais de 20 milhões de habitantes.
A reportagem identificou que a incidência no Brasil é de 32 mortes por Covid-19 a cada um milhão de crianças de zero a nove anos existentes no país. No Peru, país que lidera o ranking, a incidência foi de 41 por milhão. As vizinhas Argentina e Colômbia tiveram 12 e 13 mortes por milhão, respectivamente.
Polônia e Ucrânia, que entrariam na lista, foram excluídas pela ausência de dados.
A matéria destaca que nos países europeus, o cenário foi diferente. O Reino Unido e a França registraram apenas quatro mortes de crianças de zero a nove anos, o que dá uma taxa de 0,5 morte por milhão em cada um dos países. No continente, o maior número foi registrado na Espanha. Lá, a cada um milhão de crianças, três morreram por covid — um décimo do índice brasileiro.
1 EM CADA 4 MULHERES FOI VÍTIMA DE ALGUM TIPO DE VIOLÊNCIA NA PANDEMIA NO BRASIL, APONTA PESQUISA DO FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA

Campanha ‘Sinal Vermelho’ ajuda mulheres a pedir socorro de maneira discreta: desenhando um X vermelho na mão.
Uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de violência no último ano no Brasil, durante a pandemia de Covid, segundo pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgada nesta segunda-feira (7).
Isso significa que cerca de 17 milhões de mulheres (24,4%) sofreram violência física, psicológica ou sexual no último ano. A porcentagem representa estabilidade em relação à última pesquisa, de 2019, quando 27,4% afirmaram ter sofrido alguma agressão.
No entanto, para Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esse pequeno recuo deve ser analisado à luz de outros indicadores da pesquisa, como o lugar onde a violência ocorreu e quem foi o autor.
Na comparação com os dados da última pesquisa, se percebe que aumentaram o número de agressões dentro de casa – passando de 42% para 48,8% – e diminuíram as na rua – caindo de 29% para 19%.
STF MANTÉM PROIBIÇÃO A CORTE DE ENERGIA DURANTE PANDEMIA

Para ministros, ausente interferência na atividade-fim das pessoas jurídicas abrangidas pela eficácia da lei, inexiste usurpação de competência da União.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que leis estaduais podem proibir cortes de energia durante a pandemia de coronavírus.
Os ministros julgaram como constitucional a lei do Amazonas que proíbe que as concessionárias de serviços públicos de água e energia elétrica cortem os serviços por falta de pagamento.
A decisão veio após a Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica) ter questionado o artigo 1º da lei 5.143/20 do Estado do Amazonas, que justamente proíbe o corte dos serviços por falta de pagamento no período da pandemia.
A associação afirmou que proibir o corte é violar a competência privativa da União para legislar sobre o tema.
Segundo o portal de notícias Migalhas, o relator do caso, o ministro Marco Aurélio, afirmou em que cabe à Advocacia-Geral da União (AGU) ser curadora do ato normativo que se tem como conflitante com a Carta da República.
O ministro ressaltou que o texto constitucional não impede a elaboração de legislação estadual ou distrital que, preservando o núcleo relativo às normas gerais editadas pelo Congresso, venha a complementá-las, e não as substituir.
PROVA DE VIDA DO INSS VOLTA A SER OBRIGATÓRIA; VEJA CALENDÁRIO

Segundo o presidente do INSS, ‘a grande maioria’ dos segurados conseguirá fazer o procedimento via aplicativo. Calendário para regularizar situação vai até dezembro.
A prova de vida volta a ser obrigatória a partir desta terça-feira (1) para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O procedimento tem o objetivo de evitar fraudes e pagamentos indevidos, garantindo a manutenção do benefício.
A prova de vida pode ser feita na agência bancária onde o segurado recebe o pagamento, mas também pode ser feita sem sair de casa, via aplicativo.
Segundo o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Leonardo Rolim, “a grande maioria” conseguirá fazer o procedimento sem sair de casa.
Em entrevista à rádio CBN, ele informou que cerca de 24 milhões de pessoas do universo de 35 milhões de segurados do INSS já fizeram a prova de vida. Faltam, portanto, um número em torno de 11 milhões.
Veja abaixo o calendário e as situações em que o segurado pode fazer a prova de vida sem precisar se descolar aos bancos onde recebem a aposentadoria e pensão.
PANDEMIA DA COVID-19 PODE SER CONTROLADA COM 75% DA POPULAÇÃO VACINADA, INDICA BUTANTAN

De acordo com estudo realizado durante quatro meses, enquanto os municípios vizinhos enfrentavam um aumento no ritmo da pandemia, Serrana viu o número de mortes cair em 95%.
O Instituto Butantan vai divulgar nesta segunda-feira, 31, o resultado dos estudos no município de Serrana sobre o controle da pandemia da Covid-19 com a vacina CoronaVac. A cidade do interior de São Paulo foi usada para avaliar os reflexos da imunização em massa. O Plano S, idealizado pelo próprio Instituto, avaliou que a pandemia pode ser controlada com 75% da população vacinada. A conclusão do estudo foi divulgada pelo Fantástico, da TV Globo. De acordo com a reportagem, o município de 45 mil habitantes dividiu a população em quatro grupos. Cada um foi vacinado com uma semana de diferença e de forma isolada.
Segundo a matéria, a pandemia foi controlada quando três dos quatro grupos foram imunizados. O estudo foi realizado durante 4 meses e 95,7% da população recebeu a segunda dose da vacina CoronaVac. Enquanto os municípios vizinhos enfrentavam um aumento no ritmo da pandemia, Serrana viu o número de mortes cair em 95%, os casos sintomáticos reduzirem em 80% e as hospitalizações diminuírem 86%. Em março, a cidade tinha 699 pessoas infectadas. No mês seguinte esse número foi para 251. O número de óbitos, que chegou a 20, em abril caiu para seis. A vacina que foi usada para o estudo deve ter o uso emergencial aprovado pela Organização Mundial da Saúde ainda esta semana. Especialistas da OMS vão examinar novos dados enviados pela farmacêutica Sinovac ainda nesta terça-feira.
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SAÚDE ADMITE RISCO DE COLAPSO NO NORDESTE E ANUNCIA ENVIO DE 5,1 MIL APARELHOS E OXIGÊNIO

ministro da Saúde, Marcelo Queiroga
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que a pasta vai enviar 5,1 mil concentradores de oxigênio para unidades de saúde que atendem pacientes com Covid-19 no Norte e no Nordeste do país. O anúncio foi feito em visita a Pernambuco, que receberá 148 aparelhos até o dia 10 de junho.
“Estamos visitando a região, pois sabemos que há ameaça de colapso no sistema de saúde, sobretudo em função do insumo oxigênio”, admitiu o ministro. Ele não mencionou a quantidade que será enviada à Bahia.
De acordo com a Agência Brasil, ao ser questionado se havia risco de colapso por falta de oxigênio mesmo após o envio desses concentradores, ele disse que o governo trabalha para que isso não aconteça. “Só que lidamos com a imprevisibilidade biológica porque esse vírus sofre mutação e pode ter variantes que podem ter comportamento biológico diferente, o que leva pressão maior para o sistema de saúde. Mas as autoridades sanitárias estão empenhadas para que não haja falta de oxigênio”, acrescentou.
Ele ponderou, no entanto, que a distribuição e logística de oxigênio “é questão complexa”, já que ele também é distribuído em cilindros, especialmente nos municípios de menor porte. Segundo o ministro, “há carência de cilindros”, mas o ministério tem apoiado as secretarias municipais para que não falte o aparelho.
BRASIL REGISTRA QUEDA DE 11% NOS ASSASSINATOS NO 1º TRIMESTRE DO ANO

Após aumento nos crimes violentos em 2020, país volta a ter uma diminuição dos homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte nos três primeiros meses de 2021.
O Brasil teve uma queda de 11% nos assassinatos nos três primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2020. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.
Em janeiro, fevereiro e março, foram registradas 10.663 mortes violentas, contra 12.007 no primeiro trimestre de 2020. Ou seja, 1.344 a menos. Estão contabilizadas no número as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.
A queda acontece após um 2020 violento, mesmo com a pandemia do novo coronavírus. No ano passado, o país teve uma alta nos assassinatos após dois anos consecutivos de queda.
Agora, apenas cinco estados contabilizam uma alta: três no Nordeste (Maranhão, Paraíba e Piauí) e dois no Norte (Pará e Roraima).
GUEDES DIZ QUE AUXÍLIO EMERGENCIAL PODE SER RENOVADO SE PANDEMIA CONTINUAR

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo pode prorrogar o auxílio emergencial, caso a pandemia da Covid-19 se agrave no país e o programa de imunização não atinja níveis suficientes para a maior parte da população. Pelo prazo atual, o benefício será pago até julho.
Guedes indicou que já existe uma proposta de emenda à Constituição (PEC) aprovada no ano passado, que permite o aumento de gastos para cobrir as necessidades de combate e reflexos da pandemia e, por meio dela, é possível estender o pagamento, como foi feito para este ano, segundo a Agência Brasil.
“Se Deus quiser, teremos dias melhores à frente e vamos celebrar também o fim dessa doença, mas o auxílio emergencial é uma arma que nós temos e pode, sim, ser renovado. Se, ao contrário do que esperamos, se a doença continuar fustigando, e as mortes continuam elevadas, a vacina, por alguma razão não está chegando, tem que renovar, vamos ter que renovar”, afirmou Guedes, ao participar hoje (27) do encontro Diálogos com a Indústria, realizado em um hotel de Brasília, pela Coalizão Indústria, que conta com a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e congrega 15 entidades.
Apesar disso, não é com esta possibilidade que o governo está trabalhando neste momento, disse o ministro. “Não é a nossa expectativa hoje. A expectativa é que está avançando a imunização, mas vamos observar. O auxílio é uma ferramenta para uma camada de proteção e, sim, que tem que ser renovado. Hoje achamos que, se a vacinação em massa progride, pode ser que não seja necessário [ampliar o pagamento do auxílio]”, afirmou.
Para Guedes, a resposta para se vai haver ou não a prorrogação do auxílio emergencial é a pandemia e o ritmo de vacinação. “Se nós tivermos vencendo o combate, a vacinação em massa e, mais, até o final de julho, tivermos vacinado 60%, 70% da população e com 100% da população idosa vacinada, onde está a maior parte da incidência de óbitos. Se nós atingirmos o controle da pandemia através da imunização, porque antes era a ideia de imunização de rebanho, não se falava em vacina, nunca se falou em vacina, teste em massa, quando a doença chegou, depois é que foram se desenvolvendo estes armamentos adicionais. Desenvolveu-se a vacina e começou a busca pela vacina”, informou, acrescentando que, além dos percentuais mais elevados de vacinação, vai ser considerada a queda nos casos de óbitos com retorno aos níveis registrados no fim da primeira onda entre 100 e 300 por dia. :: LEIA MAIS »
CÂMARA APROVA MP DO NOVO SALÁRIO MÍNIMO DE R$1.100; TEXTO IRÁ PARA O SENADO

Reajuste em relação ao valor anterior de R$ 1.045 foi de 5,26%, e não repõe integralmente as perdas inflacionárias do ano
A MP foi editada em 30 de dezembro e precisa ser aprovada pelos senadores até a próxima terça-feira, em 1º de junho, para não perder validade.
O reajuste foi de 5,26%, correção que não repõe integralmente as perdas inflacionárias, e terá impacto de R$ 17,3 bilhões nas contas públicas, já que o piso é referência para benefícios da Previdência Social.
Em seu parecer, o relator Newton Cardoso (MDB-MG) rejeitou todas as emendas apresentadas e manteve o texto original enviado pelo governo. Por dia, o valor do mínimo será de R$ 36,67, e por hora, R$ 5.











