Após a reportagem da Rádio Bahiana questionar o Contrato nº 054/2025S, firmado entre a Oncovasc Clínica Médica e Cirúrgica Ltda., que tem como sócia-administradora a médica Ana Paula Pessoa Simões de Oliveira, e o Fundo Municipal de Saúde de Ilhéus, o médico Rodrigo Fontes Doria, responsável pela Clínica Mais Visão, divulgou uma nota de esclarecimento sobre o caso. O contrato, no valor de R$ 1.434.175,68, teve como objeto a prestação de serviços de média e/ou alta complexidade ambulatorial e hospitalar para usuários do SUS, incluindo atendimento de urgência e emergência, internações, leitos hospitalares e serviços médicos.

Na manifestação, Rodrigo afirma que não participou da contratação, não autorizou a utilização de seus nomes e não disponibilizou a estrutura da Mais Visão para a execução dos serviços previstos no contrato. Segundo a nota, a indicação do nome de Rodrigo como diretor clínico/técnico da Oncovasc e do endereço da Mais Visão, na Praça Ruy Barbosa, nº 211, teria ocorrido sem autorização, anuência ou conhecimento prévio do médico e da clínica.

Rodrigo também afirma que nunca foi responsável técnico da Oncovasc e que não possuiu qualquer vínculo profissional, contratual, técnico, operacional, societário ou financeiro com a empresa. A nota destaca ainda que a Oncovasc “não funciona e nunca funcionou” no endereço indicado no contrato.

Sobre o imóvel, a Mais Visão informa que funciona no local desde junho de 2021, com atendimento exclusivamente oftalmológico. A clínica afirma que jamais autorizou a utilização de seu endereço, estrutura física, corpo clínico ou identificação institucional em documentos relacionados à Oncovasc e nega a existência de locação, sublocação, cessão de espaço, compartilhamento de estrutura, parceria ou convênio que permitisse à empresa utilizar o local para prestar os serviços previstos no contrato.

A manifestação também esclarece que, segundo Rodrigo e a Mais Visão, a médica mencionada no contrato, não possui qualquer vínculo com a clínica ou com o próprio Rodrigo e jamais teria integrado o corpo clínico ou realizado atendimentos, exames, procedimentos ou cirurgias nas dependências da Mais Visão.

Diante das informações constantes no contrato, a nota classifica como “ilegal” a utilização do nome do médico e do endereço da clínica e afirma que a referência não representa participação, ciência ou responsabilidade de Rodrigo ou da Mais Visão pela contratação, execução dos serviços ou eventuais valores relacionados ao contrato.

Por fim, Rodrigo e a Clínica Mais Visão informam que já formalizaram comunicações e requerimentos de apuração às autoridades responsáveis e que o caso está sendo acompanhado pela assessoria jurídica da clínica. Segundo a nota, o objetivo é esclarecer a origem das informações utilizadas no contrato e delimitar eventuais responsabilidades.

veja a nota na íntegra:

RELEMBRE O CASO: Oncovasc soma R$ 3,7 milhões em serviços para a Prefeitura de Ilhéus; contrato hospitalar aponta endereço de clínica oftalmológica