A possibilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem gerado apreensão entre integrantes do grupo político do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). A preocupação estaria relacionada à redução da vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais e às dificuldades enfrentadas por Neto para mobilizar seus aliados na Bahia em apoio ao candidato à Presidência.

De acordo com levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (21), Flávio Bolsonaro oscilou de 46% para 45% das intenções de voto, enquanto Lula permaneceu com 44%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os dois candidatos aparecem em situação de empate técnico.

O resultado chama atenção porque a oscilação ocorreu mesmo após ACM Neto anunciar publicamente seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Outro fator que estaria provocando desconforto nos bastidores é o posicionamento de prefeitos que estiveram ao lado de Neto durante a disputa pelo Governo da Bahia. Enquanto alguns gestores demonstram apoio à candidatura de Lula, outros preferem não se manifestar sobre o segundo turno presidencial.

Entre os nomes mencionados estão a prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis, e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo.

O cenário evidencia os desafios enfrentados por ACM Neto para consolidar uma união política em torno de Flávio Bolsonaro na Bahia. Apesar da aliança anunciada, o ex-prefeito de Salvador ainda encontra dificuldades para transformar o apoio de seu grupo em uma mobilização conjunta na disputa presidencial.

As informações sobre os bastidores políticos e os números da pesquisa foram divulgados pelo perfil Política ao Vivo.