Os escândalos envolvendo o Banco Master e a chapa do candidato ao Governo do Estado na Bahia, ACM Neto (UB), têm deixado aliados preocupados. Ao todo, integrantes da chapa já receberam R$ 23,3 milhões dos banqueiros Augusto Lima e Daniel Vocaro, figuras centrais em investigações da Polícia Federal (PF) sobre fraudes financeiras e suposto pagamento de propina a políticos. Diante dos escândalos, chama atenção a falta de entusiasmo de aliados para manifestações públicas de apoio e publicações em redes sociais.

Desde o início do ano, tem repercutido nas redes sociais a falta de empolgação de aliados com a candidatura do ex-prefeito de Salvador para o Governo do Estado. Além do público reduzido nas agendas, fontes ligadas ao ex-prefeito já sinalizaram que a falta de motivação dos aliados é um sinal vermelho para a campanha e os recentes escândalos financeiros envolvendo a chapa tem contribuído com o agravado do quadro.

Desta vez, a empresa de João Roma (PL), candidato ao Senado na chapa do ex-prefeito de Salvador, teria recebido ao menos R$ 19,7 milhões do banco controlado por Daniel Vocaro. Chama atenção também a relação pessoal de João Roma com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Roma participou de uma festa de aniversário promovida por Lima em Salvador, que também contou com a presença de Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente do Senado.

Em março deste ano, ACM Neto confirmou ter recebido R$ 3,6 milhões do Master e da Reag, também envolvida no escândalo financeiro, segundo informações bancárias registradas no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Mesmo período que a candidato registrou um recuo de 61% nas interações de redes sociais, conforme dados divulgados pela Meta. Na época, ACM Neto declarou ter recebido o dinheiro quando já não exercia funções públicas.