O Ministério da Justiça e Segurança Pública revelou, nesta terça-feira (4), que um grupo extremista de orientação neonazista planejava realizar um atentado com explosivos contra sedes dos Três Poderes, em Brasília, durante o mês de outubro. A ação foi frustrada por meio da Operação Rede Interrompida, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

De acordo com o delegado-geral da PCDF, José Werick, os investigados já estavam em fase de definição dos alvos prioritários e chegaram a elaborar desenhos e plantas de prédios públicos, incluindo o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e ministérios da Esplanada.

Segundo as investigações, os suspeitos não possuíam antecedentes criminais. Todos são homens e não mantinham contato presencial, atuando exclusivamente por meio de plataformas digitais, principalmente Discord e Telegram, onde compartilhavam conteúdos extremistas e coordenavam suas ações.

A Operação Rede Interrompida apura a existência de uma organização que utilizava grupos no Telegram para disseminar ideologias neonazistas, antissemitas e misóginas, além de recrutar novos integrantes e discutir a execução de atos violentos. Durante a ofensiva, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Os resultados da operação foram apresentados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública juntamente com a Operação Lívia, que também investiga grupos criminosos atuantes em plataformas digitais para promover discursos de ódio, recrutar integrantes e incentivar práticas de violência contra mulheres, crianças e adolescentes.

As autoridades afirmam que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura e o alcance da rede extremista.