Secretário de Bruno Reis é afastado em investigação sobre suposto esquema criminoso na Prefeitura de Salvador

A Justiça determinou o afastamento cautelar do secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro de Salvador, Luciano Sandes, no âmbito de uma investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) que apura a atuação de uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
Segundo o MP, o grupo teria causado um prejuízo estimado em R$ 38,3 milhões aos cofres públicos por meio de contratos da Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal). As investigações apontam que o esquema teria atuado por cerca de dez anos, iniciado na gestão de ACM Neto, envolvendo contratos públicos celebrados e executados ao longo de diferentes gestões municipais. No caso de Luciano Sandes, as suspeitas se concentram no período em que ele comandou a Seman, entre janeiro de 2021 e janeiro de 2023, durante a gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil).
De acordo com o Ministério Público, há indícios de direcionamento de licitações, superfaturamento de contratos, pagamentos acima dos valores contratados e favorecimento de empresas ligadas ao grupo investigado. Um dos casos citados envolve o Pregão Eletrônico nº 25/2018, cujos contratos somavam inicialmente R$ 8,9 milhões, mas tiveram pagamentos que chegaram a R$ 15,2 milhões.
Na decisão, a juíza Martha Carneiro Terrin e Souza entendeu que a permanência de Sandes no cargo poderia comprometer as investigações, já que ele teria poder para influenciar procedimentos administrativos, autorizar despesas e interferir na produção de provas.
A operação também resultou no afastamento cautelar do vereador George Gordinho da Favela (PP). Já os pedidos de prisão preventiva apresentados pelo Ministério Público contra os investigados foram negados pela Justiça.









