:: 23/jan/2026 . 9:32
Aposta em desistência de Caiado em 2026 cresce entre aliados e bolsonaristas

Cresceu nas últimas semanas, entre aliados do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e lideranças bolsonaristas, a avaliação de que o chefe do Executivo estadual pode desistir de concorrer à Presidência da República nas eleições de 2026. A percepção ganhou força diante da falta de desempenho da possível candidatura de Caiado nas pesquisas eleitorais divulgadas até o momento.
Segundo pessoas próximas ao governador, embora Caiado ainda não tenha dado sinais públicos ou explícitos de recuo, ele vem sendo aconselhado a abrir mão da disputa ao Palácio do Planalto. O tema passou a circular com mais intensidade nos bastidores políticos após recentes movimentos de articulação no campo bolsonarista em Goiás.
Entre esses movimentos está o acordo firmado no PL goiano entre o deputado federal Gustavo Gayer e o vereador de Goiânia Major Vitor Hugo. Ambos travavam uma disputa interna pela candidatura ao Senado, além de divergirem sobre a corrida ao governo estadual. Enquanto Gayer defendia apoio ao senador Wilder Morais (PL-GO), Hugo articulava uma aliança com o vice-governador Daniel Vilela (MDB), nome apoiado por Caiado.
Com o entendimento selado, Major Vitor Hugo abriu mão da candidatura ao Senado, deixando o caminho livre para Gustavo Gayer disputar a vaga. A pacificação interna reforçou, entre bolsonaristas, a leitura de que o cenário político em Goiás começa a se reorganizar independentemente de uma candidatura presidencial de Ronaldo Caiado.
Bloqueio no Porto do Malhado gera reação do setor de cruzeiros e impacta temporada em Ilhéus

A temporada de cruzeiros 2026/2027 em Ilhéus sofreu um duro revés após a MSC Cruzeiros anunciar o cancelamento das escalas previstas no município. A decisão da companhia ocorre em meio a um cenário de instabilidade no Porto do Malhado, provocado por manifestações de motoristas que atuam no transporte de turistas, situação que acendeu um alerta no setor portuário e turístico da cidade.
O episódio mais recente envolve um bloqueio promovido por taxistas, motoristas por aplicativo e condutores de vans, que reivindicam mudanças nas regras de acesso e operação durante a chegada dos navios. Embora o protesto tenha sido pontual, o movimento foi interpretado como um fator de insegurança operacional, levando a armadora a reavaliar a viabilidade de manter Ilhéus na sua rota para a próxima temporada.
A saída da MSC representa impacto direto na economia local, especialmente para comerciantes, guias turísticos, transportadores e trabalhadores que dependem do fluxo de cruzeiristas. O cancelamento reacende o debate sobre a necessidade de diálogo entre poder público, autoridades portuárias e categorias profissionais, a fim de garantir organização, previsibilidade e segurança nas operações, evitando que novos prejuízos atinjam o turismo da cidade.
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