O Laudo de Exame de Necrópsia do soldado da Rondesp Sul, Maurício Dantas dos Santos, morto em 26 de julho durante uma incursão policial no distrito de Couto, em Ilhéus, traz um elemento que pode ser importante para o avanço da investigação: o projétil responsável pela lesão fatal não foi identificado durante os procedimentos periciais.

A informação consta no documento ao qual o Fábio Roberto Notícias teve acesso com exclusividade. Segundo o laudo, mesmo após os procedimentos realizados pela equipe técnica, não foi possível localizar ou identificar o projétil que atingiu o policial.

O documento relata que, após o corpo ser encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Ilhéus, foi necessário realizar um exame de raio-X no Hospital Regional Costa do Cacau, justamente na tentativa de verificar a presença e as características do projétil. O procedimento, porém, não permitiu a identificação do tipo de munição utilizada.

Na avaliação médico-legal, o perito Mauro Pereira de Souza apontou como causa da morte hipovolemia e anemia aguda decorrentes de lesões em vasos sanguíneos do abdômen provocadas por projétil de arma de fogo.

A ausência da identificação do projétil acrescenta mais um elemento à complexidade da investigação. Para os familiares e pessoas próximas ao soldado, a expectativa é de que as demais provas técnicas e investigativas possam contribuir para esclarecer, com precisão, como ocorreu a morte de Maurício Dantas e quem foi responsável pelo disparo fatal.

É importante destacar que a não identificação do projétil durante a necrópsia não significa, isoladamente, que não seja possível esclarecer a autoria do disparo. A conclusão sobre a dinâmica do confronto e eventual responsabilização depende da análise de todo o conjunto probatório produzido durante a investigação.

Crédito da informação: Fábio Roberto Notícias.