O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), criticou na quarta-feira (4) parlamentares que contestam a lisura das urnas eletrônicas após o segundo turno do pleito presidencial. A manifestação ocorreu em resposta aos questionamentos levantados pela oposição e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).

Alcolumbre ressaltou a contradição nos questionamentos sobre a votação. Ele lembrou que o sistema foi aceito pela oposição no primeiro turno, quando o Partido Liberal elegeu 120 deputados federais e diversos senadores.

“Abriu as urnas e ganharam a eleição, mas o pior de tudo isso é que no primeiro turno a urna eletrônica prestou. Ela serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição, serviu para eleger 20 e tantos senadores, ela serviu para comemorar uma eleição vitoriosa do adversário do presidente Lula, e quando abriu no segundo turno, não prestou mais a urna”, afirmou o presidente.

O pronunciamento ocorreu após o líder do PL, Carlos Portinho, cobrar o cumprimento de um acordo sobre a votação da redução da maioridade penal. Durante a sessão, o senador do Rio de Janeiro também defendeu a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos.

Diante do plenário, o chefe do Congresso Nacional reprovou a escalada de ataques pessoais e ofensas na condução das pautas legislativas.

“Algumas vezes, alguns colegas nossos passam apenas do debate para as agressões em relação a esta presidência. Infelizmente, muitos atores políticos do meu país chamado Brasil se promoveram e ganharam a eleição ofendendo e agredindo as pessoas”, relatou.

Ele lamentou o uso de estratégias agressivas voltadas para a obtenção de capital político na disputa eleitoral.

“E para minha tristeza e de milhões de pessoas, ganharam as eleições, com base em alguma agenda específica, fosse ela contra o Judiciário, fosse ela contra o Executivo, fosse ela contra o presidente do Senado Federal, porque dava voto na eleição”.