Valderico Júnior fica inelegível por oito anos após condenação eleitoral

O prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior (União Brasil), e Euflozina Boaventura de Matos Santos, conhecida como “Dona Flor”, foram condenados pela Justiça Eleitoral à inelegibilidade por oito anos em uma ação que apurou fraude à cota de gênero nas eleições de 2024.
A decisão da 25ª Zona Eleitoral de Ilhéus também determinou a cassação da chapa de vereadores do União Brasil e a anulação dos votos recebidos pela legenda. Com isso, os vereadores eleitos Tandick Resende, Vinícius Alcântara e Ednaldo Lopes (Naldinho), além dos suplentes vinculados, perdem os registros ou diplomas. A Justiça deverá recalcular os quocientes eleitoral e partidário para redistribuir as cadeiras da Câmara.
Segundo a decisão, “Dona Flor” teria sido registrada como candidata fictícia para cumprir o percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas. Ela recebeu apenas quatro votos e não teve movimentação financeira ou recursos do fundo eleitoral. A defesa alegou que a ausência de campanha ocorreu após um acidente doméstico envolvendo o marido da candidata, mas os argumentos foram rejeitados.
Valderico Júnior foi considerado responsável por, na época, presidir a Comissão Provisória Municipal do União Brasil e ter chancelado a candidatura sem garantir o repasse de recursos.
A decisão não afeta o mandato de prefeito de Valderico nesta ação. Os condenados ainda podem recorrer ao TRE-BA e, posteriormente, ao TSE.









