“Pela lógica, ACM Neto aumentaria o ICMS da mesma forma que aumentou o IPTU em Salvador”, afirmou o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), ao questionar o discurso tributário do ex-prefeito.

No primeiro ano da gestão de Neto, a arrecadação do IPTU saltou de R$ 327 milhões para R$ 541,8 milhões, crescimento nominal de quase 66%. Para Rosemberg, o resultado foi obtido à custa de um forte arrocho sobre moradores, comerciantes e proprietários, com cobranças que, em alguns imóveis não residenciais, chegaram a quadruplicar.

O deputado lembra que a mudança provocou reação da OAB da Bahia, que ingressou com uma ação direta de inconstitucionalidade contra as novas regras. Segundo Rosemberg, o episódio mostra que Neto não hesitou em elevar a carga tributária quando esteve à frente da Prefeitura, apesar do discurso que agora adota contra os impostos estaduais.

Na avaliação do parlamentar, o aumento expressivo da arrecadação não foi acompanhado por uma melhora equivalente nos serviços públicos. Rosemberg aponta que Salvador continuou convivendo com unidades de saúde sobrecarregadas, problemas na educação municipal, dificuldades de mobilidade, alagamentos e abandono dos bairros populares.

“Ele aumentou o IPTU, arrecadou muito mais e não entregou uma cidade à altura do sacrifício imposto ao contribuinte. Diante desse histórico, o baiano tem todo o direito de perguntar o que ACM Neto faria com o ICMS se chegasse ao Governo do Estado”, disse Rosemberg.