Gestão ou desgestão? Em Ilhéus, reforma administrativa de Valderico Júnior vira um verdadeiro jogo de vai e vem

O que deveria ser uma reforma administrativa e política na Prefeitura de Ilhéus acabou se transformando em um episódio que levanta questionamentos sobre o planejamento e a organização da gestão do prefeito Valderico Júnior. No dia 29 de outubro, uma série de exonerações e nomeações foi publicada no Diário Oficial, provocando mudanças em cargos estratégicos do governo municipal. Entre elas, o vereador Nal foi nomeado para assumir a Superintendência de Transporte, Trânsito e Mobilidade (SUTRAM), enquanto Sonilda Melo, primeira suplente do União Brasil, foi exonerada do comando da Secretaria de Saúde para retornar à Câmara Municipal e ocupar a vaga deixada pelo parlamentar. Já Fabrício Nascimento, que comandava a SUTRAM, foi remanejado para a presidência da Maramata. Com essas movimentações, a Secretaria de Saúde chegou a ficar sem um titular à frente da pasta.
Entretanto, poucos dias depois, em 4 de novembro, o cenário mudou novamente. O vereador Nal anunciou que não permaneceria na SUTRAM e decidiu retornar à Câmara Municipal. Diante da situação, a Prefeitura publicou no Diário Oficial os atos tornando sem efeito as nomeações e exonerações realizadas anteriormente. Na prática, Nal voltou ao Legislativo, Sonilda Melo retornou ao comando da Saúde e Fabrício Nascimento permaneceu à frente da SUTRAM, desfazendo as mudanças anunciadas dias antes. O episódio levanta uma pergunta inevitável: as nomeações foram realmente planejadas ou aconteceram sem o devido alinhamento prévio entre os envolvidos? Afinal, como explicar uma reforma administrativa que, em menos de uma semana, precisou ser praticamente desfeita? Enquanto isso, uma das áreas mais importantes da administração municipal, a Saúde, ficou por dias sem um secretário titular. Em Ilhéus, a população espera gestão, planejamento e responsabilidade. Afinal, é gestão ou desgestão?









