DEFESA NACIONAL: LULA APRESENTA CAÇA SUPERSÔNICO PRODUZIDO NO BRASIL E PROJETO DE “CARRO VOADOR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta-feira da apresentação do caça supersônico F-39E Gripen, primeira aeronave de combate de alta complexidade com produção no Brasil. O evento ocorreu na unidade da Embraer, em Gavião Peixoto (SP), e também incluiu a exibição de um protótipo de “carro voador”.
Desenvolvido em parceria com a sueca Saab, o Gripen coloca o Brasil em um grupo restrito de países com capacidade de desenvolver e produzir caças modernos. O projeto faz parte do programa de modernização da Força Aérea Brasileira, conhecido como FX-2.
O que esse caça tem de diferente?
Sem firula: é tecnologia de ponta.
Velocidade de até 2.400 km/h
Altitude operacional de 16 mil metros
Capaz de fazer o trecho Rio–São Paulo em cerca de 12 minutos
Equipado com sensores avançados e armamentos para cenários de combate complexos
O modelo vai substituir os antigos caças F-5M, usados pela FAB desde os anos 70 — ou seja, uma atualização que já vinha atrasada.
Produção nacional e transferência de tecnologia
Aqui está o ponto mais estratégico — e também o mais político.
O primeiro Gripen montado no Brasil levou quase três anos para ficar pronto. Dos 36 caças encomendados, 15 serão finalizados em solo brasileiro, com participação direta de engenheiros nacionais.
Mais de 350 profissionais brasileiros foram treinados na Suécia, garantindo transferência de tecnologia — algo que vai muito além de “comprar avião pronto”.
Resultado prático:
Mais de 2 mil empregos diretos
Cerca de 10 mil indiretos
Fortalecimento da indústria aeroespacial nacional
O lado que ninguém te conta (mas precisa ser dito)
Nem tudo é só festa e foto oficial:
É um projeto bilionário — sempre entra no radar de críticas sobre gastos públicos
Envolve dependência tecnológica externa, apesar da transferência de conhecimento
Pode virar pauta política em disputas ideológicas (defesa vs. prioridades sociais)
Ou seja: avanço tecnológico real, mas com impacto político inevitável.
E o “carro voador”?
O protótipo apresentado ainda está em fase experimental. Serve mais como demonstração de inovação e posicionamento do Brasil no futuro da mobilidade aérea do que algo pronto pra uso imediato.









