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:: 22/mar/2026 . 18:02

THIAGO MARTINS DEIXA PRESIDÊNCIA DO MARAMATA SEM CITAR PREFEITO VALDERICO E ANUNCIA PRE-CANDIDATURA

Em post nas redes sociais, presidente do PL em Ilhéus agradeceu a colaboradores e apoiadores, mas não mencionou o chefe do Executivo municipal, responsável por sua nomeação ao cargo

Com um tom de encerramento de ciclo e projeção de novos voos políticos, o presidente do Museu do Mar e da Mata (Maramata) e atual presidente do diretório do Partido Liberal (PL) em Ilhéus, Thiago Martins, anunciou nesta semana sua desincompatibilização da gestão da instituição. A publicação, feita em suas redes sociais, ocorre a poucos dias do prazo final para que agentes públicos ocupantes de cargos comissionados se afastem das funções visando a disputa eleitoral deste ano.

Na mensagem, Thiago Martins afirma que se desincompatibiliza no dia 31 e descreve a passagem pelo Maramata como “um dos ciclos mais importantes da minha vida pública”. Ele agradece a “profunda gratidão por cada experiência vivida e por todas as pessoas que caminharam ao nosso lado nessa missão”. Em nenhum momento, porém, o nome do prefeito Valderico Júnior (União Brasil) é mencionado.

A ausência de agradecimento ao chefe do Executivo municipal ganha relevo diante do histórico recente. Valderico Júnior foi quem nomeou Thiago Martins para a presidência do museu, um cargo de alto escalão na estrutura da administração pública municipal. Nos últimos meses, no entanto, a relação entre os dois se tornou tensa. Thiago, que também preside o PL em Ilhéus, tem feito críticas públicas à gestão do prefeito, alinhando-se a um discurso de oposição e se aproximando de lideranças estaduais do partido.

O movimento de desincompatibilização e o anúncio da pré-candidatura a deputado estadual pelo PL escancaram o afastamento político entre os antigos aliados. No mesmo texto, Thiago reforça sua disposição para a disputa: “Quero levar para a Assembleia a voz de Ilhéus e de toda a nossa região, defendendo com coragem as demandas reais do nosso povo.”

Aliados do prefeito ouvidos reservadamente avaliaram que a publicação confirma o rompimento e a tentativa de Thiago Martins de construir uma base eleitoral independente, sem vinculação com a atual administração municipal. Já apoiadores do presidente do PL interpretam a postagem como um gesto de autonomia e alinhamento com as diretrizes da legenda.

A desincompatibilização do cargo no Maramata ocorre dentro do prazo estabelecido pela legislação eleitoral para quem pretende concorrer ao pleito de outubro. Com a pré-candidatura lançada, Thiago Martins passa a se dedicar integralmente à articulação política na região sul da Bahia, onde deverá percorrer municípios em busca de apoio para a campanha à Assembleia Legislativa.

informações: o tabuleiro

”Neto esquece que foi o grupo dele que armou o Brasil”, diz Rosemberg


O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Rosemberg Pinto, afirmou que ACM Neto tenta usar o caso de Ipiaú para fazer discurso contra o governo, mas finge não ver o dado mais incômodo dessa história: foi o bolsonarismo, com o qual ele volta a se alinhar ao apoiar Flávio Bolsonaro, que abriu o mercado de armas no Brasil.

“ACM Neto aparece com fala pronta, cara de espanto e pose de preocupado, mas esquece que foi Bolsonaro quem liberou armas, ampliou o número de CACs e ajudou a criar um ambiente de descontrole que acabou armando a bandidagem”, disse Rosemberg.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que os registros de CACs passaram de 117.467, em 2018, para 783.385, em 2022. No mesmo período, atiradores desportivos puderam acumular até 60 armas, sendo 30 de calibres permitidos e 30 de calibres restritos.

O deputado acrescentou que a expansão do mercado legal veio acompanhada de falhas graves de controle. Levantamento do Instituto Sou da Paz, com base em dados do Exército, apontou mais de 3,5 mil armas de CACs perdidas, furtadas ou roubadas durante o governo Bolsonaro.

Auditoria do TCU sobre o sistema de controle de armas e munições entre 2019 e 2022 também embasou análises que apontam a venda irregular de mais de 2 milhões de munições no período.

“Não dá para usar Ipiaú como palanque e, ao mesmo tempo, apagar da memória a política que facilitou a entrada de armas no mercado, enfraqueceu a fiscalização e terminou abastecendo o crime. ACM Neto quer criticar a violência, mas antes precisa explicar se continua mesmo ao lado do projeto que produziu esse resultado”, concluiu Rosemberg.



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