Depois de décadas de militância, poder e influência dentro do PT, o ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, decidiu bater a porta. Em contato com o site, confirmou sem rodeios:

“Estou deixando o PT para me filiar ao PSOL e ser candidato a deputado federal”.

A saída tem peso simbólico. Geraldo foi um dos fundadores do PT e durante anos ocupou posição de destaque no partido, especialmente entre os anos 1990 e 2014, quando viveu seu auge político. De la para cá, no entanto,

acumulou derrotas, perdeu espaço interno e entrou em rota de colisão com a cúpula petista.

Nos bastidores, a avaliação é de que Geraldo já não encontrava mais ambiente no PT para tentar um novo projeto eleitoral. A ida para o PSOL aparece, assim, como uma tentativa de

sobrevivência política

– e também de

ressurgimento depois de um longo período de esvaziamento.

A troca de partido mostra que, para Geraldo, continuar no PT significava assistir de fora ao jogo que um dia ajudou a comandar. No PSOL, ele tenta encontrar palanque, discurso e legenda para voltar à disputa por protagonismo.

Resta saber se o eleitorado estará disposto a embarcar nessa nova versão de um velho conhecido da política baiana.