A Justiça Eleitoral de Ilhéus decidiu, nesta terça-feira (15), que houve fraude à cota de gênero na chapa de candidatos a vereador do União Brasil nas eleições de 2024. A sentença foi assinada pela juíza Wilma Alves Santos Vivas, da 25ª Zona Eleitoral, atendendo a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e acompanhando o parecer do Ministério Público Eleitoral.

Com a decisão, foi anulada a regularidade da chapa proporcional do partido, o que levou à cassação dos registros e diplomas de todos os candidatos vinculados, incluindo os vereadores eleitos Tandick Resende, Vinícius Alcântara e Ednaldo Lopes, além dos suplentes.

Também foi determinada a anulação de todos os votos obtidos pelo União Brasil para vereador, tanto nominais quanto de legenda. A Justiça Eleitoral deverá refazer a contagem dos votos, recalculando os quocientes eleitoral e partidário, o que pode alterar a atual composição da Câmara Municipal de Ilhéus.

Outro ponto de destaque é a declaração de inelegibilidade, por oito anos, do prefeito Valderico Júnior e de Euflozina Boaventura. Apesar disso, a decisão não atinge o mandato de prefeito, limitando-se à cassação da chapa proporcional e à aplicação individual da sanção de inelegibilidade.