:: 14/maio/2026 . 9:01
Mais uma derrota do prefeito Valderico Júnior junto ao Tribunal de Contas dos Municípios, o Tribunal proíbe que o prefeito de Ilhéus faça uso da cor azul em prédios públicos.

A tentativa da gestão do prefeito Valderico Luiz dos Reis Júnior de transformar Ilhéus em um verdadeiro “oceano azul” acabou batendo de frente com o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). Em sessão realizada nesta quarta-feira (13), os conselheiros da 2ª Câmara ratificaram uma medida cautelar e determinaram que a prefeitura pare de pintar e requalificar bens públicos utilizando a cor azul, em desacordo com as cores oficiais previstas na Lei Orgânica do município.
A decisão foi baseada em denúncia apresentada pelo vereador Vinícius Rodrigues de Alcântara Silva, que apontou o uso predominante do azul em praças, fachadas de prédios públicos, muros e materiais institucionais da prefeitura, deixando de lado as cores oficiais da bandeira de Ilhéus: vermelho, amarelo e verde.
Segundo a denúncia, o azul adotado pela atual gestão não seria mera coincidência estética. A cor estaria diretamente ligada à identidade visual da campanha eleitoral de Valderico Júnior e ao grupo político do prefeito, o que levanta suspeitas de promoção pessoal com dinheiro público — prática vedada pelo princípio da impessoalidade na administração pública.
E não para por aí. O processo também cita um Pregão Eletrônico nº 25/2025, estimado em R$ 14 milhões, destinado à produção de materiais gráficos personalizados como canetas, chaveiros e bonés. Tudo, claro, dentro da “nova paleta oficial” criada pela gestão municipal.
Na decisão, o conselheiro Plínio Carneiro Filho afirmou que existem indícios suficientes de irregularidade na utilização da cor não oficial vinculada ao grupo político do prefeito, além de risco de continuidade da prática em desacordo com a legislação. O TCM determinou que a prefeitura regularize, em até 60 dias, as pinturas externas dos imóveis públicos que estejam fora do padrão oficial do município.
Essa já é a segunda advertência sofrida pela gestão em poucos dias. Na semana passada, o próprio TCM também determinou que a prefeitura deixasse de utilizar uma identidade visual própria no lugar do brasão oficial de Ilhéus.
Ao que tudo indica, o “choque de gestão” prometido acabou virando um choque de tinta — e agora o Tribunal quer saber quem vai pagar a conta da repintura.
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