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:: 14/maio/2026 . 15:19

Ilhéus ficará três dias sem coleta de lixo e população já teme acúmulo de resíduos nas ruas

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A Prefeitura de Ilhéus informou que o serviço de coleta de lixo será suspenso entre sexta-feira (15) e domingo (17), deixando a cidade três dias sem recolhimento de resíduos. Segundo a gestão municipal, a paralisação ocorre por conta de um movimento nacional dos profissionais da limpeza pública e das comemorações pelo Dia do Gari.

Apesar da justificativa oficial, a decisão já provoca preocupação entre moradores, principalmente diante do histórico recente de problemas na limpeza urbana da cidade. Em bairros onde o recolhimento já enfrenta atrasos frequentes, o temor é de que o lixo se acumule rapidamente, trazendo mau cheiro, aumento de insetos e riscos à saúde pública.

A prefeitura orientou a população a evitar colocar lixo nas ruas durante o período e recomendou que os resíduos sejam armazenados dentro de casa até a retomada da coleta, prevista apenas para segunda-feira (18).

Nos bastidores, a suspensão do serviço também reacende críticas à gestão do prefeito Valderico Júnior, que vem sendo cobrada por problemas em áreas básicas da administração pública. Para muitos moradores, a situação escancara mais uma vez a dificuldade da prefeitura em garantir serviços essenciais funcionando de forma regular na cidade.

Enquanto a recomendação oficial é “guardar o lixo em casa”, a população segue esperando soluções concretas para evitar que Ilhéus enfrente mais um cenário de ruas tomadas por resíduos e reclamações espalhadas pelos bairros.

Audiência pública na Câmara debate proposta de tarifa zero no transporte público de Ilhéus

A Câmara Municipal de Ilhéus (CMI) realiza, nesta sexta-feira (15/05), às 9h, uma audiência pública para debater a proposta de implantação da tarifa zero no transporte público municipal. O evento vai contar com a participação de especialistas no tema, inclusive com experiência em elaboração de políticas de gratuidade em outras localidades.

A audiência pública é fruto do Requerimento 207/2026, aprovado pelo Plenário e de autoria do vereador Adilson José (PT). Segundo o edil, o objetivo da atividade é analisar se é viável o projeto que, segundo ele, democratizaria o acesso à cidade para a população ilheense.

“A medida visa ampliar o acesso ao transporte público, promovendo inclusão social e mobilidade urbana, sendo necessária a realização de debate público para avaliação de sua viabilidade”, justificou o vereador.

O debate acontece no Plenário da Câmara, na Rua Araújo Pinho, nº 19, Centro, com transmissão ao vivo pelo canal da TV Câmara de Ilhéus no YouTube (https://www.youtube.com/@camarailheus4494).

Mais uma derrota do prefeito Valderico Júnior junto ao Tribunal de Contas dos Municípios, o Tribunal proíbe que o prefeito de Ilhéus faça uso da cor azul em prédios públicos.

A tentativa da gestão do prefeito Valderico Luiz dos Reis Júnior de transformar Ilhéus em um verdadeiro “oceano azul” acabou batendo de frente com o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). Em sessão realizada nesta quarta-feira (13), os conselheiros da 2ª Câmara ratificaram uma medida cautelar e determinaram que a prefeitura pare de pintar e requalificar bens públicos utilizando a cor azul, em desacordo com as cores oficiais previstas na Lei Orgânica do município.

A decisão foi baseada em denúncia apresentada pelo vereador Vinícius Rodrigues de Alcântara Silva, que apontou o uso predominante do azul em praças, fachadas de prédios públicos, muros e materiais institucionais da prefeitura, deixando de lado as cores oficiais da bandeira de Ilhéus: vermelho, amarelo e verde.

Segundo a denúncia, o azul adotado pela atual gestão não seria mera coincidência estética. A cor estaria diretamente ligada à identidade visual da campanha eleitoral de Valderico Júnior e ao grupo político do prefeito, o que levanta suspeitas de promoção pessoal com dinheiro público — prática vedada pelo princípio da impessoalidade na administração pública.

E não para por aí. O processo também cita um Pregão Eletrônico nº 25/2025, estimado em R$ 14 milhões, destinado à produção de materiais gráficos personalizados como canetas, chaveiros e bonés. Tudo, claro, dentro da “nova paleta oficial” criada pela gestão municipal.

Na decisão, o conselheiro Plínio Carneiro Filho afirmou que existem indícios suficientes de irregularidade na utilização da cor não oficial vinculada ao grupo político do prefeito, além de risco de continuidade da prática em desacordo com a legislação. O TCM determinou que a prefeitura regularize, em até 60 dias, as pinturas externas dos imóveis públicos que estejam fora do padrão oficial do município.

Essa já é a segunda advertência sofrida pela gestão em poucos dias. Na semana passada, o próprio TCM também determinou que a prefeitura deixasse de utilizar uma identidade visual própria no lugar do brasão oficial de Ilhéus.

Ao que tudo indica, o “choque de gestão” prometido acabou virando um choque de tinta — e agora o Tribunal quer saber quem vai pagar a conta da repintura.



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