Vereadora Enilda Mendonça

Na tarde de ontem (quarta-feira, 17) a Câmara de Vereadores realizou uma sessão especial para tratar sobre o transporte público coletivo em Ilhéus.
A discussão aconteceu on-line, com presença de vereadores, deputados estaduais, representantes do executivo municipal e especialistas em mobilidade urbana. A audiência foi proposta pelo líder do Partido dos Trabalhadores no legislativo, vereador Augustão.
Entre os destaques da reunião está a fala da vereadora Professora Enilda, também do Partido dos Trabalhadores.
Segundo a vereadora, “as empresas de ônibus precisam cumprir o contrato de prestão de serviço”, e por sua vez, a Prefeitura precisa tomar as medidas administrativas diante o não cumprimento do documento.
A vereadora Enilda relembra que os problemas com o transporte público em Ilhéus vem antes da pandemia do novo coronavírus, apontando que as empresas sequer cumprem as contrapartidas previstas em decretos que autorizam o reajuste da passagem de ônibus e a prática ilegal de colocar apenas um funcionário “motocobra” dentro dos veículos.
“O que a gente tem é uma coleção de normas municipais não cumpridas pelas empresas”, disse Enilda.
A vereadora ainda alertou para os transtornos causados pelas empresas em relação aos moradores da zona rural de Ilhéus. “Estamos com essa população ilhada (…) um ônibus pela manhã e pela tarde não. Muita gente perdeu o emprego porque não tem como voltar pra casa”, relatou.
Enilda também demonstrou preocupação em relação ao início do ano letivo, na próxima semana, onde mais de 20 mil estudantes da rede municipal terão que circular pela cidade.
“Se hoje os ônibus estão que nem sardinha, sem distanciamento, sem garantia de segurança, imagine quando todas essas familias estiverem circulando pra pegar material para seus filhos nas escolas”, disse a vereadora.
A partir da proxima segunda-feira, uma comissão formada por representações da Câmara de Vereadores, Prefeitura de Ilhéus, empresas concessionárias, entidades do turismo e do comércio, universidade e sociedade civil organizada inicia um trabalho de análise do contrato que a Prefeitura tem com as empresas Viametro e São Miguel.