O diretor do Hospital Regional Costa do Cacau, Júlio Musse, esteve na Rádio Bahiana nesta sexta-feira, 14, no programa Falando Direito, apresentado por Adilson Neves e Lívia Carvalho.

Durante a entrevista, Júlio explicou que o hospital opera com um protocolo de classificação de risco que define a prioridade de atendimento conforme a gravidade do caso. Pacientes classificados nas cores vermelho e laranja representam situações críticas e recebem prioridade imediata. Já as categorias verde e azul correspondem a quadros menos graves, que deveriam ser atendidos em unidades básicas ou pronto-atendimentos.

Segundo o diretor, a busca crescente de pacientes com sintomas leves tem gerado superlotação na emergência, comprometendo o fluxo destinado aos casos realmente graves. Essa situação sobrecarrega a equipe, aumenta o tempo de espera e gera insatisfação, embora o problema seja resultado direto da demanda inadequada.

Ele também apresentou dados atualizados do desempenho do hospital ao longo de 2024. De janeiro a novembro, a unidade realizou 13 captações de múltiplos órgãos. Entre janeiro e outubro, foram realizadas 5.616 cirurgias, número que evidencia a alta produtividade da equipe e a complexidade dos atendimentos.

Musse destacou a importância de que a população utilize corretamente cada nível da rede de saúde, garantindo que o Costa do Cacau permaneça apto a atender quem realmente necessita de cuidados emergenciais de alta complexidade.