Servidores da Saúde ficam do lado de fora após Prefeitura acumular dívidas de aluguel

A manhã desta sexta-feira (14) expôs uma cena constrangedora envolvendo a Secretaria de Saúde de Ilhéus. Servidores que chegaram para trabalhar foram surpreendidos com as portas fechadas: a Embratel, proprietária do imóvel localizado na rua Araújo Pinho, impediu a entrada de todos devido ao acúmulo de meses de aluguel não pagos.
A tentativa de despejo corre na Justiça, e a dívida vem se arrastando há vários meses. No entanto, apesar das mudanças de governo, o problema nunca foi solucionado, um sinal de que a saúde municipal segue convivendo com velhos hábitos administrativos.
Com o acesso bloqueado, trabalhadores ficaram do lado de fora, serviços foram interrompidos e a Secretaria, que deveria coordenar políticas essenciais, passou a manhã tentando apenas recuperar o direito de entrar no próprio prédio onde funciona.
Nota da Prefeitura
Em nota oficial, a Prefeitura classificou como “ato de natureza questionável” a postura da empresa. A gestão municipal afirma que o caso fere uma decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, que garantiria à Secretaria a permanência no imóvel até o fim do processo em tramitação.
Apesar do discurso, o episódio revela uma fragilidade já conhecida pela população: a dependência da Saúde de um espaço alugado e a recorrente falta de organização financeira para mantê-lo. Enquanto a Prefeitura promete acionar a Justiça, servidores e usuários seguem lidando com um dia de serviços suspensos, consequência direta de um problema que não começou hoje, mas que tampouco recebeu a atenção necessária para ser evitado.









