Servidores da educação de Ilhéus rejeitam proposta da prefeitura e denunciam perdas salariais e condições precárias

A assembleia dos trabalhadores e trabalhadoras em educação de Ilhéus — entre docentes e não docentes — realizada na última quarta-feira (30), decidiu rejeitar a proposta apresentada pelo Executivo Municipal. A decisão ocorreu após a apresentação da ata de reunião, que expôs pontos considerados inaceitáveis pela categoria.
Entre as principais críticas está a ausência de reajuste linear no plano de carreira dos trabalhadores não docentes, o que, segundo os profissionais, desconfigura a tabela salarial e amplia desigualdades internas. Já para os docentes, tanto contratados quanto efetivos, a gestão municipal mantém a negativa em relação ao pagamento retroativo à data-base de janeiro, mesmo após meses de perdas acumuladas ao longo de 2025.
Outro ponto levantado na assembleia diz respeito aos profissionais contratados, que teriam passado dois meses recebendo abaixo do piso, mesmo após a publicação de decreto no início do ano — situação que, de acordo com a categoria, fere direitos básicos e compromete a dignidade do trabalho.
Além das questões salariais, os trabalhadores também denunciaram as condições precárias enfrentadas no dia a dia das unidades escolares. Problemas estruturais, sobrecarga de trabalho, adoecimento e desmotivação foram apontados como realidade constante, acumulada ao longo de diferentes gestões.
Diante do cenário, a categoria segue mobilizada e cobra avanços nas negociações, buscando garantir valorização profissional e melhores condições para o funcionamento da rede municipal de ensino.









