Imagens enviadas por um seguidor da Rádio Baiana reacenderam o debate sobre a concepção estética e a estrutura do Food Park instalado em Ilhéus. As fotografias mostram a parte posterior e as laterais dos trailers que compõem o espaço, revelando uma visão predominantemente formada pelos fundos das estruturas, com equipamentos e áreas técnicas expostas, o que compromete a harmonia visual do local.

A crítica está relacionada ao próprio conceito de Food Park, geralmente projetado como um ambiente aberto, integrado e visualmente agradável em todos os ângulos. No caso de Ilhéus, no entanto, a organização dos trailers concentra a estética apenas na área frontal, enquanto as laterais e o fundo apresentam um aspecto considerado pouco atrativo, destoando da proposta de um espaço moderno e planejado.

Outro ponto destacado é a ausência de cobertura. O Food Park funciona totalmente a céu aberto, sem qualquer estrutura que ofereça proteção em períodos de chuva. Segundo o relato, em dias de tempo instável há transtornos tanto para clientes quanto para os trabalhadores, com interrupções no funcionamento e um constante deslocamento em busca de abrigo, evidenciando a falta de adequação do espaço para diferentes condições climáticas.

A situação gera ainda mais questionamentos pelo fato de o equipamento estar localizado na Avenida Soares Lopes, uma das áreas mais nobres e turísticas de Ilhéus. Para o seguidor, por se tratar de uma obra executada pelo governo municipal, o projeto deveria ter priorizado uma concepção arquitetônica mais funcional, integrada e esteticamente agradável, contribuindo para a valorização do espaço público e para a paisagem urbana da cidade.