Busca por qualidade de vida, trabalho remoto e segurança explicam êxodo urbano que fez capital da Bahia perder população

A busca por mais qualidade de vida, o trabalho remoto e a falta de segurança pública são fatores que ajudam a explicar o êxodo urbano que fez Salvador perder 257.651 habitantes nos últimos 12 anos. Os dados são do Censo 2022 e foram apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A capital baiana foi a cidade brasileira que mais perdeu população entre todos os 5.568 municípios brasileiros. Os quase 260 mil moradores a menos representam uma fatia de 10,6% do total da população atual, que é de 2.418.005 pessoas.
Êxodo urbano é o termo usado para explicar a migração de pessoas que saem das grandes cidades para regiões menores, em busca de uma vida com menos intervenções externas e mais tranquilidade. E a pandemia pode ter influenciado na busca por melhores condições de bem-estar.
Esse êxodo não é um movimento que atinge exclusivamente a capital baiana, mas também outras cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro, que perdeu quase 2% de população, Belo Horizonte (-2,5%), Recife (-3,2%), Porto Alegre (-5,4%) e Belém (-6,5%).
A falta de oportunidades de emprego também gera a migração de habitantes. Só que, diferentemente do período entre as décadas de 1960 e 1980, quando houve o pico do êxodo rural brasileiro e a evasão em direção às cidades grandes, agora há um movimento reverso.
Luís Eduardo Magalhães foi a cidade interiorana para onde mais se migrou na Bahia, com 79,5% de alta populacional. O crescimento do oeste baiano, como um todo, se deve ao avanço da região como polo de produção agrícola O município é, inclusive, o maior exportador de grãos do estado baiano.









