O reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Alessandro Fernandes, juntamente com o vice-reitor Mauricio Moreau e o diretor científico do Centro de Inovação do Cacau (CIC), Cristiano Vilela, receberam nesta segunda-feira, dia 13, no campus universitário, o CEO e Presidente da DMCC – Dubai Multi Commodities Centre, Ahmed Sultan Bin Sulayem, o Gerente Sênior para Parcerias e Eventos, Samer Merhi, e o Diretor do Escritório Internacional da Câmara Árabe em Dubai, Rafael Solimeo.

O encontro se deu nas instalações do CIC, no Pavilhão do IPAF – Instituto de Pesquisas e Análises Físico-Químicas, na Uesc. O objetivo da visita dos representantes do emirado árabe foi conhecer detalhes sobre o cacau produzido na região de Mata Atlântica do Sul da Bahia, visando a compra dos seus frutos, grãos e derivados. Eles conheceram os laboratórios do CIC e o processo de seleção, inovação e pesquisas que ali são desenvolvidos.

De acordo com Ahmed Bin Sulayem, “a DMCC é o carro-chefe da Zona Franca e Autoridade do Governo de Dubai em comércio de commodities e empreendimentos, e está lançando o DMCC Cacao Centre, de última geração, em Dubai. Inicialmente, incubará uma gama selecionada de serviços de cacau em seu DMCC Coffee Center, em Jebel Ali, e transformará o emirado em um centro de comércio internacional para o superalimento em demanda como parte de uma estratégia de desenvolvimento a médio e longo prazos.

“O DMCC Cacao Center representa a próxima fase de nossa estratégia de crescimento para transformar Dubai em um centro global para o comércio de cacau”, afirmou.

“Poucos pensaram que o DMCC Tea Center e o DMCC Coffee Center atingiriam os níveis de comércio que vemos hoje – são 20 mil empresas de todo mundo fazendo negócios conosco. Então, ao utilizar nossa expertise e experiência adquirida com o desenvolvimento dessas commodities vemos o cacau e seu potencial de alto crescimento como uma próxima etapa. Portanto, conectar produtores e consumidores é uma parte importante de nosso modelo. Garantiremos que o DMCC Cacao Center vai seguir a nossa abordagem de alto nível em relação à sustentabilidade, que prioriza a geração de valor em toda a cadeia de abastecimento”, acrescentou.

“A demanda global pelo cacau está crescendo e é considerada uma das maiores fontes naturais de magnésio e ferro, bem como antioxidantes e manteiga de cacau natural. O cacau também está ligado ao bem-estar holístico e é usado para o equilíbrio físico, mental e emocional. O DMCC está em contato com uma série de participantes da indústria do cacau, incluindo Blue Stripes Urban Cacao e partes interessadas na África Ocidental e na América do Sul, a fim de entender melhor as necessidades do mercado e como Dubai pode desempenhar um papel central no apoio ao seu crescimento sustentável”, expôs Ahmed Bin Sulayem.

O reitor Alessandro Fernandes destacou a importância da vinda da missão árabe à Uesc para conhecer a cadeia produtiva do cacau na região Sul da Bahia. “Na área de comércio, a Universidade oferece o curso em Línguas Estrangeiras Aplicadas às Negociações Internacionais – LEA, concebido em sistema de cooperação internacional, podendo viabilizar intercâmbios com as universidades de Dubai e dos Emirados Árabes Unidos, assim como palestras abordando temas afins.”

A comitiva chegou a Ilhéus sexta-feira, 10 de setembro, teve encontro na loja Dengo Chocolates, onde foi apresentado o potencial da região e alguns produtos tradicionais oriundos do cacau. Visitou a fazenda Leolinda, de propriedade de João Tavares, e a Fazenda Lajedo de Ouro, de Pedro Magalhães. No domingo, a comitiva almoçou com os prefeitos de Ilhéus, Mário Alexandre, e de Itajuípe, Marcone Amaral. Depois da visita ao Centro de Inovação do Cacau, na Universidade Estadual de Santa Cruz, o grupo foi conhecer a fazenda Condurú, do empresário Guilherme Leal, do Grupo Natura.