A praia da avenida Soares Lopes, no centro de Ilhéus, é um dos principais locais de desova de tartarugas marinhas em Ilhéus. A previsão é de que no auge da desova da espécie, de outubro deste ano a abril de 2022, serão identificados de 40 a 42 ninhos em um raio de apenas três quilômetros deste trecho do litoral, onde o Projeto (a) Mar espera proteger cerca de 5 mil filhotes.

A informação foi prestada hoje (01) por Wellington Laudano, médico veterinário do projeto. Convidado pelo vereador Tandick Resende (PTB), Laudano usou a tribuna da Câmara para falar do projeto e demonstrar preocupação para o que ele considera como grave, que é a ocupação desordenada da praia da avenida, situação que gera grande interferência na dinâmica da reprodução das tartarugas. “O que precisamos é de uma ocupação sustentável e planejada para garantir um ambiente propício à reprodução da espécie”, destacou o biólogo.

O Projeto (a) mar nasceu em 2015 em Serra Grande, distrito de Uruçuca, mas com atuação em todo o litoral sul da Bahia. Hoje é uma Organização Não Governamental (ONG) que conta com 90 voluntários e atua na conservação da biodiversidade, conscientização ecológica, monitoramento de espécies marinhas e pesquisa. “Todos podem ser semeadores e levar conhecimento ambiental para todos”, assegura o médico veterinário, Wellington Laudano, mestre em biotecnologia pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Somente no ano passado o projeto (a) mar identificou e protegeu 730 ninhos de tartaruga marinha na região. Ele revela que a praia da avenida se tornou prioritária na desova da espécie em Ilhéus e é preciso que as autoridades municipais atuem como parceiras no sentido de promover a proteção marinha através de ações públicas de sustentabilidade.