{"id":6724,"date":"2021-06-07T09:23:02","date_gmt":"2021-06-07T12:23:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bahiananoticias.com.br\/v1\/?p=6724"},"modified":"2021-06-07T09:23:02","modified_gmt":"2021-06-07T12:23:02","slug":"1-em-cada-4-mulheres-foi-vitima-de-algum-tipo-de-violencia-na-pandemia-no-brasil-aponta-pesquisa-do-forum-brasileiro-de-seguranca-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bahiananoticias.com.br\/v1\/2021\/06\/07\/1-em-cada-4-mulheres-foi-vitima-de-algum-tipo-de-violencia-na-pandemia-no-brasil-aponta-pesquisa-do-forum-brasileiro-de-seguranca-publica\/","title":{"rendered":"1 EM CADA 4 MULHERES FOI V\u00cdTIMA DE ALGUM TIPO DE VIOL\u00caNCIA NA PANDEMIA NO BRASIL, APONTA PESQUISA DO F\u00d3RUM BRASILEIRO DE SEGURAN\u00c7A P\u00daBLICA"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_6725\" style=\"width: 580px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-6725\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6725\" src=\"https:\/\/www.bahiananoticias.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/campanha-sinal-vermelho-antonio-marcio-2-.jpeg\" alt=\"\" width=\"570\" height=\"542\" srcset=\"https:\/\/www.bahiananoticias.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/campanha-sinal-vermelho-antonio-marcio-2-.jpeg 570w, https:\/\/www.bahiananoticias.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/campanha-sinal-vermelho-antonio-marcio-2--300x285.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><p id=\"caption-attachment-6725\" class=\"wp-caption-text\">Campanha &#8216;Sinal Vermelho&#8217; ajuda mulheres a pedir socorro de maneira discreta: desenhando um X vermelho na m\u00e3o.<\/p><\/div>\n<p>Uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de viol\u00eancia no \u00faltimo ano no Brasil, durante a pandemia de Covid, segundo pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP) e divulgada nesta segunda-feira (7).<\/p>\n<p>Isso significa que cerca de 17 milh\u00f5es de mulheres (24,4%) sofreram viol\u00eancia f\u00edsica, psicol\u00f3gica ou sexual no \u00faltimo ano. A porcentagem representa estabilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima pesquisa, de 2019, quando 27,4% afirmaram ter sofrido alguma agress\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"37\" data-block-id=\"4\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">No entanto, para Samira Bueno, diretora-executiva do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, esse pequeno recuo deve ser analisado \u00e0 luz de outros indicadores da pesquisa, como o lugar onde a viol\u00eancia ocorreu e quem foi o autor.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"37\" data-block-id=\"5\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Na compara\u00e7\u00e3o com os dados da \u00faltima pesquisa, se percebe que aumentaram o n\u00famero de agress\u00f5es dentro de casa &#8211; passando de 42% para 48,8% &#8211; e diminu\u00edram as na rua &#8211; caindo de 29% para 19%.<\/p>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, cresceu a participa\u00e7\u00e3o de companheiros, namorados e ex-parceiros nas agress\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 2021, o &#8220;vizinho&#8221;, que em 2019 ficou em segundo lugar como autor das agress\u00f5es (21%), neste ano sumiu das respostas. Em seu lugar apareceram o pai, a m\u00e3e, irm\u00e3o, irm\u00e3, padrasto, madrasta, o filho e a filha.<\/p>\n<p>Quando se analisa a viol\u00eancia contra mulheres acima de 50 anos, por exemplo, cresce a participa\u00e7\u00e3o de filhos e enteados nas agress\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim como nas edi\u00e7\u00f5es anteriores (2017 e 2019) da pesquisa, as mulheres sofreram mais viol\u00eancia dentro da pr\u00f3pria casa e os autores de viol\u00eancia s\u00e3o pessoas conhecidas da v\u00edtima.<\/p>\n<p>Em sua terceira edi\u00e7\u00e3o, a pesquisa \u201cVis\u00edvel e Invis\u00edvel: a Vitimiza\u00e7\u00e3o de Mulheres no Brasil&#8221; ouviu 2.079 mulheres acima de 16 anos entre os dias 10 e 14 de maio deste ano, em 130 munic\u00edpios do pa\u00eds. As respostas tinham como refer\u00eancia o per\u00edodo dos 12 meses anteriores \u00e0 pesquisa.<\/p>\n<p>Dentre as formas de viol\u00eancia sofrida, 18,6% responderam que foram ofendidas verbalmente, 6,3% sofreram tapas, chutes ou empurr\u00f5es, 5,4% passaram por algum tipo de ofensa sexual ou tentativa for\u00e7ada de rela\u00e7\u00e3o, 3,1% foram amea\u00e7adas com faca ou arma de fogo e 2,4% foram espancadas.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa Datafolha, 73,5% da popula\u00e7\u00e3o acredita que a viol\u00eancia contra as mulheres aumentou no \u00faltimo ano e 51,5% dos brasileiros relataram ter visto alguma situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia contra a mulher nos \u00faltimos doze meses.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra ainda que as v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica est\u00e3o entre as que mais perderam renda e emprego na pandemia.<\/p>\n<p>Nos dois primeiros meses de pandemia, dados do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a mostraram um aumento do feminic\u00eddio no Brasil. Ao mesmo tempo, houve uma queda nos registros de les\u00e3o corporal dolosa em decorr\u00eancia de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Segundo os especialistas, a queda refletiu a maior dificuldade em se registrar as agress\u00f5es, j\u00e1 que o agressor passou a ficar mais tempo com a v\u00edtima.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Jovens, negras e separadas s\u00e3o maior parte das v\u00edtimas<\/strong><br \/>\n<strong>Viol\u00eancia por idade:<\/strong><\/p>\n<p>16 a 24 anos (35,2%)<br \/>\n25 a 34 anos (28,6%)<br \/>\n35 a 44 anos (24,4%)<br \/>\n45 a 59 anos (18,8%)<br \/>\n60 anos ou mais (14,1%)<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia por cor:<\/strong><\/p>\n<p>Preta (28,3%)<br \/>\nParda (24,6%)<br \/>\nBranca (23,5%)<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia por estado civil:<\/strong><\/p>\n<p>Separada\/Divorciada (35%)<br \/>\nSolteira (30,7%)<br \/>\nVi\u00fava (17,1%)<br \/>\nCasada (16,8%)<\/p>\n<p><strong>Ass\u00e9dio sexual n\u00e3o diminuiu com isolamento<br \/>\n<\/strong><br \/>\nMesmo com as medidas de restri\u00e7\u00e3o impostas para conter a pandemia de Covid-19, 37,9% das brasileiras sofreram algum tipo de ass\u00e9dio sexual. Em 2019, foram 37,1%.<\/p>\n<p>Entre as mulheres que sofreram ass\u00e9dio, 31,9% ouviram coment\u00e1rios desrespeitosos quando estavam andando na rua, 12,8% receberam cantadas ou coment\u00e1rios desrespeitosos no ambiente de trabalho, 7,9% foram assediadas fisicamente no transporte p\u00fablico, 5,4% foram agarradas\/beijadas sem consentimento, e 5,6% sofreram ass\u00e9dio f\u00edsico em festa ou balada.<\/p>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"2\" data-block-id=\"31\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Como denunciar?<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"9\" data-block-id=\"32\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O governo federal oferece os seguintes canais de den\u00fancia:<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"28\" data-block-id=\"33\">\n<ul class=\"content-unordered-list\">\n<li>Disque\u00a0<strong>100<\/strong><\/li>\n<li>Ligue\u00a0<strong>180<\/strong><\/li>\n<li>Mensagem pelo\u00a0<strong>WhatsApp<\/strong>\u00a0no n\u00famero (61) 99656-5008<\/li>\n<li><strong>Telegram<\/strong>, no canal &#8220;Direitoshumanosbrasilbot&#8221;<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/mdh-chat.metasix.solutions\/livechat?mode=popout\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Site da Ouvidoria do Minist\u00e9rio<\/a><\/li>\n<li>Aplicativo &#8220;Direitos Humanos Brasil&#8221; (para\u00a0iOS\u00a0e\u00a0Android)<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de viol\u00eancia no \u00faltimo ano no Brasil, durante a pandemia de Covid, segundo pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP) e divulgada nesta segunda-feira (7). 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