{"id":539,"date":"2020-09-28T09:08:07","date_gmt":"2020-09-28T12:08:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bahiananoticias.com.br\/v1\/?p=539"},"modified":"2020-09-28T13:22:27","modified_gmt":"2020-09-28T16:22:27","slug":"pesquisadores-desenvolvem-estudos-sobre-os-recentes-tremores-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bahiananoticias.com.br\/v1\/2020\/09\/28\/pesquisadores-desenvolvem-estudos-sobre-os-recentes-tremores-na-bahia\/","title":{"rendered":"PESQUISADORES DESENVOLVEM ESTUDOS SOBRE OS RECENTES TREMORES NA BAHIA"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_540\" style=\"width: 580px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-540\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-540\" src=\"https:\/\/www.bahiananoticias.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/nova-1-800x445.gif\" alt=\"\" width=\"570\" height=\"317\" \/><p id=\"caption-attachment-540\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisadores estudam as causas dos terremotos na Bahia<\/p><\/div>\n<p>Os terremotos que aconteceram no final de agosto deste ano, na Bahia, trouxeram \u00e0 tona a contesta\u00e7\u00e3o da famosa frase \u201cno Brasil n\u00e3o tem terremoto\u201d, falada e cantada pelos quatro cantos do pa\u00eds. De acordo com a professora Simone Cruz da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e presidenta da Sociedade Brasileira de Geologia (SBG), n\u00e3o s\u00f3 h\u00e1 terremoto no territ\u00f3rio nacional, como tamb\u00e9m costuma ocorrer com frequ\u00eancia. Foi pensando em estudar esses fen\u00f4menos e gerar informa\u00e7\u00f5es para a sociedade, que Simone e outros colegas acad\u00eamicos da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), da SBG e do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (SGB\/CPRM) se juntaram para criar um grupo de trabalho com foco em minimizar os impactos de poss\u00edveis acidentes naturais.<\/p>\n<p>Simone afirma que al\u00e9m do diagn\u00f3stico das \u00e1reas afetadas e a verifica\u00e7\u00e3o das causas dos terremotos, o projeto visa estabelecer um di\u00e1logo com a sociedade, com o objetivo de muni-la de informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, em linguagem acess\u00edvel, que permitam uma melhor compreens\u00e3o do ambiente geol\u00f3gico em que vivem e suas caracter\u00edsticas sismol\u00f3gicas. \u201cA ideia surgiu atrav\u00e9s do reconhecimento da import\u00e2ncia social que as geoci\u00eancias possuem, especialmente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o de riscos geol\u00f3gicos. Logo ap\u00f3s os sucessivos terremotos que ocorreram na regi\u00e3o de Amargosa e em diversas outras cidades do Rec\u00f4ncavo Baiano, houve uma r\u00e1pida mobiliza\u00e7\u00e3o da equipe de pesquisa, bem como o estabelecimento das parcerias\u201d, disse a professora ao ressaltar que a popula\u00e7\u00e3o bem informada pode reagir de maneira mais segura durante os tremores e estar mais preparada para a situa\u00e7\u00e3o.<!--more--><\/p>\n<p>Cada membro do time possui experi\u00eancia acumulada no que diz respeito \u00e0s caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas da regi\u00e3o afetada pelos terremotos e os movimentos que ocorreram na crosta terrestre nos \u00faltimos 150 anos. \u201cAl\u00e9m disso, os integrantes do grupo se dispuseram a esclarecer para a sociedade, atrav\u00e9s da m\u00eddia, as causas do fen\u00f4meno, as poss\u00edveis consequ\u00eancias e, levando em considera\u00e7\u00e3o o hist\u00f3rico na Bahia, tranquilizar a todos, j\u00e1 que os terremotos que provocam grandes cat\u00e1strofes, n\u00e3o condizem com o nosso hist\u00f3rico no Estado, nem com a din\u00e2mica da geologia do territ\u00f3rio brasileiro\u201d, declarou Calos Uchoa, professor da Uefs. Segundo ele, o grupo est\u00e1 finalizando a fase de diagn\u00f3stico dos dados geol\u00f3gicos e geof\u00edsicos da regi\u00e3o e pretende elaborar um projeto de pesquisa multidisciplinar para avan\u00e7ar nos estudos. \u201cAl\u00e9m disso, a Ufba est\u00e1 pleiteando a sua inser\u00e7\u00e3o na Rede Sismogr\u00e1fica Brasileira, o que seria um avan\u00e7o de grande import\u00e2ncia para o trabalho e para o avan\u00e7o no processo de pesquisa na Bahia\u201d.<\/p>\n<p>O anseio do grupo \u00e9 que com o avan\u00e7o dos estudos cient\u00edficos, torne-se mais f\u00e1cil identificar os processos respons\u00e1veis pelos terremotos, permitindo uma melhor previs\u00e3o de \u00e1reas com riscos geol\u00f3gicos e colaborando com a preven\u00e7\u00e3o dos acidentes que causam danos materiais e humanos. \u201cEstaremos tamb\u00e9m acompanhando os trabalhos da Rede Sismogr\u00e1fica Brasileira e, em parceria com a Defesa Civil, auxiliando \u00e0 popula\u00e7\u00e3o no esclarecimento sobre as eventuais ocorr\u00eancias, prestando todo apoio necess\u00e1rio quanto \u00e0s informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e os procedimentos cab\u00edveis em caso de novos tremores\u201d, completou Joelson Batista, professor da Ufba e que tamb\u00e9m integra o grupo junto aos outros pesquisadores Carlson Leite, C\u00e9sar Gomes, Jailma Oliveira, Michelangelo Silva e o estudante Gabriel Costa, todos da Ufba, al\u00e9m do ge\u00f3logo Valter Sobrinho do SGB\/CPRM.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os terremotos que aconteceram no final de agosto deste ano, na Bahia, trouxeram \u00e0 tona a contesta\u00e7\u00e3o da famosa frase \u201cno Brasil n\u00e3o tem terremoto\u201d, falada e cantada pelos quatro cantos do pa\u00eds. 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